sábado, 13 de agosto de 2011

A FLOR DO SONHO ...



A flor do sonho, alvíssima, divina
Miraculosamente abriu em mim,
Como se uma magnólia de cetim
Fosse florir num muro todo em ruína.

Pende em meu seio a haste branda e fina.
E não posso entender como é que, enfim,
Essa tão rara flor abriu assim!…
Milagre… fantasia… ou talvez, sina….

Ó flor, que em mim nasceste sem abrolhos,
Que tem que sejam tristes os meus olhos
Se eles são tristes pelo amor de ti?!…

Desde que em mim nasceste em noite calma,
Voou ao longe a asa da minh´alma
E nunca, nunca mais eu me entendi…

Florbela Espanca.


9 comentários:

Humberto Baião disse...

:)
bom domingo !
bj

mizia disse...

Humberto,
Obrigada pela visita gentil...meu cantinho ficou mais enriquecido !!!
Bom feriado!
Beijo :)

Marly Bastos disse...

Espanca sempre maravilhosa com a sensibilidade à flor da pele.
Linda poesia Mizia.
Obrigada por me achar, meu outro blog eu tive que excluir e estou aos poucos achando meus amigos.
Fiquei super feliz por ver seu rostinho lá no meu blog.
Beijokas doces.

mizia disse...

Oi Marly,
Que saudades, amiga ! Fiquei tão feliz por ter você de volta, minha primeira amiga blogueira, que tanto admiro !... Grata, Marly !
Beijinho grande, desde Portugal...

mizia

A.S. disse...

Mizia,

Belo soneto da Florbela!
Desperta todas as sensações, todos os sentidos...


Beijos,
AL

mizia disse...

A.S.
Obrigada, por sua gentil visita !! Volte sempre, amigo é sempre bem vindo !
Beijo :)
mizia

AC disse...

Mizia,
Esteve bem ao escolher Florbela Espanca, sempre tão intensa e tocante...

Beijo :)

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá Mizia! Fiquei muito feliz com a grata surpresa, ao saber que és seguidora do nosso humilde espaço, mesmo de forma anônima. Isso somente aumenta a minha responsabilidade de melhorar tudo aquilo que crio e escrevo. Espero que voltes mais vezes, pois será sempre um prazer renovado. Eu, particularmente, aqui voltarei, pois, além de teres um espaço interessante e bastante aconchegante, tomei a liberdade de me tornar teu seguidor, isso até quando permitires, é claro.

Quanto ao post, foste muito feliz quando na escolha deste belo soneto da Florbela Espanca. Adorei, com ênfase para o quarteto abaixo:

Pende em meu seio a haste branda e fina.
E não posso entender como é que, enfim,
Essa tão rara flor abriu assim!…
Milagre… fantasia… ou talvez, sina….

Beijos e boa tarde pra ti e para os teus.

Furtado.

mizia disse...

Obrigada meus amigos!
Fiquei muito feliz com a vossa visita. Grata pelos comentários tão gentis e carinhosos.

Beijinhos :)

mizia